Ao longo dos últimos 20 anos tem-se vindo a assistir a uma alteração no perfil de turistas que procuram os destinos tropicais. Inicialmente em busca de praias e sol, o turista tropical dos nossos dias procura locais onde o contacto com a natureza e, acima de tudo, com o mar, se revele privilegiado.

Num recente inquérito realizado nos Estados Unidos à escala nacional, sobre o escalonamento das actividades lúdicas em função do grupo sócio-económico, em primeiro lugar aparece o golfe e em segundo, a pouca distância, o mergulho.

Cada vez mais gente viaja para destinos tropicais exóticos. À chegada ao seu destino, toda essa população viajante constata que o contacto com o mar constitui a principal actividade de lazer. Adicionalmente, a pressão mediática para conhecer melhor o mar acelera este processo já de si natural.

Assistimos assim a um número cada vez maior de turistas que, embora sem contacto anterior com o meio do mergulho, antigamente conotado com actividades pouco saudáveis e perigosas, retorna das suas férias com mini-cursos de mergulho, snorkeling, etc.

Tal como nos Estados Unidos, na Europa e no resto do mundo industrializado a pressão desta tendência é crescente. Em Portugal, naturalmente, este processo está igualmente a ocorrer.

Prevê-se que, na sequência da sensibilização, iniciada pelo advento da Expo98, para os assuntos relacionados com a ecologia, o mar, o contacto com a natureza, o conhecimento do mundo que nos rodeia, se venha a assistir nos anos vindouros a um aumento da procura, pelo público português, de material mediático que o ajude a conhecer melhor as alternativas de que dispõe, nessa matéria, em todo o planeta.



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